| Nome | Descrição | Período | Contexto |
|---|---|---|---|
| 𒅀𒌋 𒅀𒌑 (ia-u) |
Cuneiforme semítico arcaico |
~2500–2300 AEC | Estudos das línguas semíticas mostram que o Nome Sagrado já aparecia em nomes próprios semíticos arcaicos remotos, como Ya-u-um-ilu e Ya-u-ba-ni. Atestada em forma silábica e preservada em tábuas históricas do período mesopotâmico. |
| h w h y | Pictográfico sinaítico | ~1850–1500 AEC | Escrita pictográfica proto-sinaítica, ancestral direta do fenício e do paleo-hebraico. Embora não haja registro arqueológico do Tetragrama, é utilizada em reconstruções representativas modernas do Nome Sagrado para a escrita primitiva hebraica. |
|
|
Fenício cananeu | ~1200–1050 AEC | Sucessora do pictográfico, corresponde ao estágio inicial do fenício, conhecido também como proto‑cananeu. Embora não haja registro do Tetragrama nessa escrita, dela se originam o paleo‑hebraico e outras formas de grafias semíticas arcaicas. |
| יהוה | Fenício moabita | ~1050–550 AEC | Conhecida como Pedra Moabita ou Estela de Mesa, é um dos testemunhos mais antigos do Tetragrama em escrita moabita de origem fenício‑cananeia, datado de 840 AEC. Registra o conflito entre Moabe e Israel e menciona o Nome Sagrado. |
| HWHY WHY |
Paleo-hebraico | ~900–550 AEC | Escrita hebraica arcaica, presente em diversas bulas e selos que atestam a pronúncia do Nome Divino em nomes próprios. Entre os achados mais relevantes estão a bula do profeta Yshayau, o ostracon de Kuntillet ‘Ajrud, entre outros achados. |
| יהוה | Escrita samaritana | ~300 AEC–100 EC | Forma samaritana do Tetragrama preservada em inscrições, manuscritos e na tradição tardia da comunidade samaritana. A escrita deriva do paleo‑hebraico, mantendo grafia própria e registrando o Nome do Criador com estrutura independente. |
| 𐡉𐡄𐡅𐡄 𐡉𐡄𐡅 |
Aramaico imperial | ~550–400 AEC | Escrita aramaica imperial do período persa, preservada em documentos e cartas da comunidade judaica de Elefantina, no sul do Egito. Registrada em papiros que preservam o Nome Divino tanto na forma Trigrama quanto na forma Tetragrama. |
| יהוה יהו |
Hebraico do Mar Morto |
~200 AEC–70 EC | Forma hebraica encontrada nos pergaminhos de Qumran, preservando o Tetragrama em textos bíblicos, litúrgicos e da comunidade. O acervo manuscrito do Mar Morto constitui uma das evidências mais antigas e consistentes da escrita. |
| יהוה יהו |
Pós-exílio e depois igreja primitiva, (apóstolos e discípulos) | ~450 AEC em diante |
Escrita hebraica quadrática, utilizada em contextos bíblicos judaicos e em manuscritos gregos que preservaram a forma hebraica do Tetragrama. O uso da forma Trigrama em nomes próprios preserva a pronúncia exata do Nome do Altíssimo. |
| ιαω | Transliteração grega da antiga Septuaginta |
~300–100 AEC | Escrita em grego koiné, encontrada em fragmentos do livro de Levítico em Qumran, foi utilizada por tradutores da antiga Septuaginta para preservar a fonética original do Tetragrama. Mais tarde, também surge em amuletos e artefatos místicos. |
| Ἰαω Iao ιαωθ Ιαυ |
Igreja primitiva (pós-apóstolos) |
~100–600 EC | Pronúncia do Tetragrama citada em textos gregos e latinos por Diodoro da Sicília, Irineu de Lyon, Valentino e Tertuliano. Preserva a transliteração grega do Nome e seu uso helenístico na igreja pós-apóstolos e nas formas místicas “IAO” e “ΙΑΩ”. |
| Adonai Kyrios Dominus Senhor |
Substituição do Tetragrama por títulos | ~70 EC em diante |
Substituído gradualmente a partir de ~250 AEC por títulos com o mesmo sentido que “Baal”, como “Adonai” (hebraico) “Kyrios” (grego), “Dominus” (latim) e “Senhor” (português). Favoreceram a perda e a corrupção da pronúncia do Nome. |
| Ιαου Iaou |
Vocalização helenística posterior | ~150–250 EC | Vocalização grega tardia do Tetragrama, citada por Clemente de Alexandria em sua obra “Stromata”. Essa grafia representa uma adaptação fonética posterior, na qual a sequência grega “ômicron”+”upsilon” (ου) possui o valor fonético /uː/ no grego. |
| Ιαβέ Iabé |
Distorção na antiguidade tardia | ~300–450 EC | Transliteração imprecisa e deturpada do Tetragrama Sagrado, registrada por Epifânio de Salamina e Teodoreto de Ciro. Surge em círculos helenísticos tardios, em textos esotéricos e posteriormente em latim, distorcendo a vocalização original. |
| יְהוָה יֱהוִה |
Tetragrama com diferentes sinais massoréticos | ~500 EC em diante |
Escrita hebraica quadrática com acréscimos massoréticos que indicam a leitura dos títulos “Adonai” e “Elohim”, não a vocalização do Nome. Esses sinais ocultaram a pronúncia original e aparecem nos Códices de Alepo e de Leningrado. |
| Iehowah Iehova Jehovah Jeová |
Leitura cristã do Tetragrama com sinais massoréticos |
~1270 EC em diante |
Pronúncia híbrida criada em contexto cristão a partir da leitura do Tetragrama com as vogais massoréticas, derivadas de “Adonai” e “Elohim”. Surgiu no período medieval tardio, sendo uma forma artificial e distante da pronúncia correta e original. |
| YHWH YHVH JHWH JHVH |
Transliterações diretas das consoantes hebraicas |
~1600 EC em diante |
Surgem quando eruditos cristãos europeus transliteram o Tetragrama apenas com as consoantes, sem representar as consoantes vocálicas hebraicas. A omissão impossibilitou a leitura e com o uso das letras “J” e “V”, distorceu ainda mais. |
| Yawe Yahuweh Iahweh Yahweh |
Invenção acadêmica do Tetragrama |
~1800 EC em diante |
Reconstrução artificial tardia, baseada nas vocalizações massoréticas, posta pelo teólogo alemão Wilhelm Gesenius. Essa forma acabou se difundindo em contextos teológicos e influenciando diversas traduções bíblicas, embora hipotética. |
| Yahvé Jahvè Iavé Javé |
Invenção acadêmica latina posterior |
~1800 EC em diante |
Surgem após a reconstrução acadêmica “Yahweh”, como adaptações linguísticas latinas, especialmente em francês, espanhol, italiano e português. São usadas em traduções bíblicas, meios teológicos, em áreas acadêmicas e católicas. |
| Yau Yaw Iau Iaw |
Pesquisas conduzidas por historiadores renomados |
~1800–1900 EC | Pesquisadores e historiadores linguísticos, como Stephen Herbert Langdon, Édouard Naville, Friedrich Delitzsch, Fritz Hommel e Samuel R. Driver, destacam que o núcleo do Nome Sagrado já aparecia em nomes próprios semíticos arcaicos. |
| Yahu Yahuah Yeho Yahuwah Ya’ho Yaorrou |
Tentativas mal‑sucedidas de recuperar a pronúncia do Tetragrama |
~1900 EC em diante |
Alguns grupos modernos, ao tentar reconstruir a pronúncia original, adotam formas como “Yauá” (יהוא), equivocadamente associada ao nome Jeú e na transliteração invertida das duas últimas letras do nome “Yahu” (יההו). Todas essas tentativas carecem de fundamentação histórica, não refletem a fonética semítica antiga e não possuem comprovação arqueológica. |
| YAUH YAU IAUH IAU |
Povo de YAUH (Restauração do Nome Sagrado) |
~2000 EC em diante |
A pronúncia original do Tetragrama volta a ser vocalizada por diversos crentes nos últimos dias, que buscam pronunciar e invocar a forma semítica do Nome Divino. Esse povo resgata a raiz profundamente antiga do Nome Sagrado YAUH יהוה. |
| Nome | Descrição | Período | Contexto |
|---|---|---|---|
| 𒅀𒌋 𒅀𒌑 (ia-u) |
Cuneiforme semítico arcaico |
~2500–2300 AEC | Estudos das línguas semíticas mostram que o Nome Sagrado já aparecia em nomes próprios semíticos arcaicos remotos, como Ya-u-um-ilu e Ya-u-ba-ni. Atestada em forma silábica e preservada em tábuas históricas do período mesopotâmico. |
| h w h y | Pictográfico sinaítico | ~1850–1500 AEC | Escrita pictográfica proto-sinaítica, ancestral direta do fenício e do paleo-hebraico. Embora não haja registro arqueológico do Tetragrama, é utilizada em reconstruções representativas modernas do Nome Sagrado para a escrita primitiva hebraica. |
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Fenício cananeu | ~1200–1050 AEC | Sucessora do pictográfico, corresponde ao estágio inicial do fenício, conhecido também como proto‑cananeu. Embora não haja registro do Tetragrama nessa escrita, dela se originam o paleo‑hebraico e outras formas de grafias semíticas arcaicas. |
| יהוה | Fenício moabita | ~1050–550 AEC | Conhecida como Pedra Moabita ou Estela de Mesa, é um dos testemunhos mais antigos do Tetragrama em escrita moabita de origem fenício‑cananeia, datado de 840 AEC. Registra o conflito entre Moabe e Israel e menciona o Nome Sagrado. |
| HWHY WHY |
Paleo-hebraico | ~900–550 AEC | Escrita hebraica arcaica, presente em diversas bulas e selos que atestam a pronúncia do Nome Divino em nomes próprios. Entre os achados mais relevantes estão a bula do profeta Yshayau, o ostracon de Kuntillet ‘Ajrud, entre outros achados. |
| יהוה | Escrita samaritana | ~300 AEC–100 EC | Forma samaritana do Tetragrama preservada em inscrições, manuscritos e na tradição tardia da comunidade samaritana. A escrita deriva do paleo‑hebraico, mantendo grafia própria e registrando o Nome do Criador com estrutura independente. |
| 𐡉𐡄𐡅𐡄 𐡉𐡄𐡅 |
Aramaico imperial | ~550–400 AEC | Escrita aramaica imperial do período persa, preservada em documentos e cartas da comunidade judaica de Elefantina, no sul do Egito. Registrada em papiros que preservam o Nome Divino tanto na forma Trigrama quanto na forma Tetragrama. |
| יהוה יהו |
Hebraico do Mar Morto |
~200 AEC–70 EC | Forma hebraica encontrada nos pergaminhos de Qumran, preservando o Tetragrama em textos bíblicos, litúrgicos e da comunidade. O acervo manuscrito do Mar Morto constitui uma das evidências mais antigas e consistentes da escrita. |
| יהוה יהו |
Pós-exílio e depois igreja primitiva, (apóstolos e discípulos) |
~450 AEC em diante |
Escrita hebraica quadrática, utilizada em contextos bíblicos judaicos e em manuscritos gregos que preservaram a forma hebraica do Tetragrama. O uso da forma Trigrama em nomes próprios preserva a pronúncia exata do Nome do Altíssimo. |
| ιαω | Transliteração grega da antiga Septuaginta |
~300–100 AEC | Escrita em grego koiné, encontrada em fragmentos do livro de Levítico em Qumran, foi utilizada por tradutores da antiga Septuaginta para preservar a fonética original do Tetragrama. Mais tarde, também surge em amuletos e artefatos místicos. |
| Ἰαω Iao ιαωθ Ιαυ |
Igreja primitiva (pós-apóstolos) |
~100–600 EC | Pronúncia do Tetragrama citada em textos gregos e latinos por Diodoro da Sicília, Irineu de Lyon, Valentino e Tertuliano. Preserva a transliteração grega do Nome e seu uso helenístico na igreja pós-apóstolos e nas formas místicas “IAO” e “ΙΑΩ”. |
| Adonai Kyrios Dominus Senhor |
Substituição do Tetragrama por títulos | ~70 EC em diante |
Substituído gradualmente a partir de ~250 AEC por títulos com o mesmo sentido que “Baal”, como “Adonai” (hebraico) “Kyrios” (grego), “Dominus” (latim) e “Senhor” (português). Favoreceram a perda e a corrupção da pronúncia do Nome. |
| Ιαου Iaou |
Vocalização helenística posterior | ~150–250 EC | Vocalização grega tardia do Tetragrama, citada por Clemente de Alexandria em sua obra “Stromata”. Essa grafia representa uma adaptação fonética posterior, na qual a sequência grega “ômicron”+”upsilon” (ου) possui o valor fonético /uː/ no grego. |
| Ιαβέ Iabé |
Distorção na antiguidade tardia | ~300–450 EC | Transliteração imprecisa e deturpada do Tetragrama Sagrado, registrada por Epifânio de Salamina e Teodoreto de Ciro. Surge em círculos helenísticos tardios, em textos esotéricos e posteriormente em latim, distorcendo a vocalização original. |
| יְהוָה יֱהוִה |
Tetragrama com diferentes sinais massoréticos | ~500 EC em diante |
Escrita hebraica quadrática com acréscimos massoréticos que indicam a leitura dos títulos “Adonai” e “Elohim”, não a vocalização do Nome. Esses sinais ocultaram a pronúncia original e aparecem nos Códices de Alepo e de Leningrado. |
| Iehowah Iehova Jehovah Jeová |
Leitura cristã do Tetragrama com sinais massoréticos |
~1270 EC em diante |
Pronúncia híbrida criada em contexto cristão a partir da leitura do Tetragrama com as vogais massoréticas, derivadas de “Adonai” e “Elohim”. Surgiu no período medieval tardio, sendo uma forma artificial e distante da pronúncia correta e original. |
| YHWH YHVH JHWH JHVH |
Transliterações diretas das consoantes hebraicas |
~1600 EC em diante |
Surgem quando eruditos cristãos europeus transliteram o Tetragrama apenas com as consoantes, sem representar as consoantes vocálicas hebraicas. A omissão impossibilitou a leitura e com o uso das letras “J” e “V”, distorceu ainda mais. |
| Yawe Yahuweh Iahweh Yahweh |
Invenção acadêmica do Tetragrama |
~1800 EC em diante |
Reconstrução artificial tardia, baseada nas vocalizações massoréticas, posta pelo teólogo alemão Wilhelm Gesenius. Essa forma acabou se difundindo em contextos teológicos e influenciando diversas traduções bíblicas, embora hipotética. |
| Yahvé Jahvè Iavé Javé |
Invenção acadêmica latina posterior |
~1800 EC em diante |
Surgem após a reconstrução acadêmica “Yahweh”, como adaptações linguísticas latinas, especialmente em francês, espanhol, italiano e português. São usadas em traduções bíblicas, meios teológicos, em áreas acadêmicas e católicas. |
| Yau Yaw Iau Iaw |
Pesquisas conduzidas por historiadores renomados |
~1800–1900 EC | Pesquisadores e historiadores linguísticos, como Stephen Herbert Langdon, Édouard Naville, Friedrich Delitzsch, Fritz Hommel e Samuel R. Driver, destacam que o núcleo do Nome Sagrado já aparecia em nomes próprios semíticos arcaicos. |
| Yahu Yahuah Yeho Yahuwah Ya’ho Yaorrou |
Tentativas mal‑sucedidas de recuperar a pronúncia do Tetragrama |
~1900 EC em diante |
Alguns grupos modernos, ao tentar reconstruir a pronúncia original, adotam formas como “Yauá” (יהוא), equivocadamente associada ao nome Jeú e na transliteração invertida das duas últimas letras do nome “Yahu” (יההו). Todas essas tentativas carecem de fundamentação histórica, não refletem a fonética semítica antiga e não possuem comprovação arqueológica. |
| YAUH YAU IAUH IAU |
Povo de YAUH (Restauração do Nome Sagrado) |
~2000 EC em diante |
A pronúncia original do Tetragrama volta a ser vocalizada por diversos crentes nos últimos dias, que buscam pronunciar e invocar a forma semítica do Nome Divino. Esse povo resgata a raiz profundamente antiga do Nome Sagrado YAUH יהוה. |
O Nome Sagrado atravessou milênios de grafias, inscrições e transliterações, por vezes ocultado, alterado e em outras, reinterpretado. Desde os povos semitas antigos até gerações posteriores, o Nome foi preservado. Nesta linha do tempo, o Tetragrama volta à sua raiz semítica original, atravessando culturas e escritas, até finalmente a restauração da pronúncia verdadeira do Nome Sublime YAUH יהוה.
Ao dar rolagem para direita é possível ver a tabela completa.| Nome | Descrição | Período | Contexto |
|---|---|---|---|
| 𒅀𒌋 𒅀𒌑 (ia-u) |
Cuneiforme semítico arcaico |
~2500–2300 AEC | Estudos das línguas semíticas mostram que o Nome Sagrado já aparecia em nomes próprios semíticos arcaicos remotos, como Ya-u-um-ilu e Ya-u-ba-ni. Atestada em forma silábica e preservada em tábuas históricas do período mesopotâmico. |
| h w h y | Pictográfico sinaítico | ~1850–1500 AEC | Escrita pictográfica proto-sinaítica, ancestral direta do fenício e do paleo-hebraico. Embora não haja registro arqueológico do Tetragrama, é utilizada em reconstruções representativas modernas do Nome Sagrado para a escrita primitiva hebraica. |
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Fenício cananeu | ~1200–1050 AEC | Sucessora do pictográfico, corresponde ao estágio inicial do fenício, conhecido também como proto‑cananeu. Embora não haja registro do Tetragrama nessa escrita, dela se originam o paleo‑hebraico e outras formas de grafias semíticas arcaicas. |
| יהוה | Fenício moabita | ~1050–550 AEC | Conhecida como Pedra Moabita ou Estela de Mesa, é um dos testemunhos mais antigos do Tetragrama em escrita moabita de origem fenício‑cananeia, datado de 840 AEC. Registra o conflito entre Moabe e Israel e menciona o Nome Sagrado. |
| HWHY WHY |
Paleo-hebraico | ~900–550 AEC | Escrita hebraica arcaica, presente em diversas bulas e selos que atestam a pronúncia do Nome Divino em nomes próprios. Entre os achados mais relevantes estão a bula do profeta Yshayau, o ostracon de Kuntillet ‘Ajrud, entre outros achados. |
| יהוה | Escrita samaritana | ~300 AEC–100 EC | Forma samaritana do Tetragrama preservada em inscrições, manuscritos e na tradição tardia da comunidade samaritana. A escrita deriva do paleo‑hebraico, mantendo grafia própria e registrando o Nome do Criador com estrutura independente. |
| 𐡉𐡄𐡅𐡄 𐡉𐡄𐡅 |
Aramaico imperial | ~550–400 AEC | Escrita aramaica imperial do período persa, preservada em documentos e cartas da comunidade judaica de Elefantina, no sul do Egito. Registrada em papiros que preservam o Nome Divino tanto na forma Trigrama quanto na forma Tetragrama. |
| יהוה יהו |
Hebraico do Mar Morto |
~200 AEC–70 EC | Forma hebraica encontrada nos pergaminhos de Qumran, preservando o Tetragrama em textos bíblicos, litúrgicos e da comunidade. O acervo manuscrito do Mar Morto constitui uma das evidências mais antigas e consistentes da escrita. |
| יהוה יהו |
Pós-exílio e depois igreja primitiva, (apóstolos e discípulos) |
~450 AEC em diante |
Escrita hebraica quadrática, utilizada em contextos bíblicos judaicos e em manuscritos gregos que preservaram a forma hebraica do Tetragrama. O uso da forma Trigrama em nomes próprios preserva a pronúncia exata do Nome do Altíssimo. |
| ιαω | Transliteração grega da antiga Septuaginta |
~300–100 AEC | Escrita em grego koiné, encontrada em fragmentos do livro de Levítico em Qumran, foi utilizada por tradutores da antiga Septuaginta para preservar a fonética original do Tetragrama. Mais tarde, também surge em amuletos e artefatos místicos. |
| Ἰαω Iao ιαωθ Ιαυ |
Igreja primitiva (pós-apóstolos) |
~100–600 EC | Pronúncia do Tetragrama citada em textos gregos e latinos por Diodoro da Sicília, Irineu de Lyon, Valentino e Tertuliano. Preserva a transliteração grega do Nome e seu uso helenístico na igreja pós-apóstolos e nas formas místicas “IAO” e “ΙΑΩ”. |
| Adonai Kyrios Dominus Senhor |
Substituição do Tetragrama por títulos |
~70 EC em diante |
Substituído gradualmente a partir de ~250 AEC por títulos com o mesmo sentido que “Baal”, como “Adonai” (hebraico) “Kyrios” (grego), “Dominus” (latim) e “Senhor” (português). Favoreceram a perda e a corrupção da pronúncia do Nome. |
| Ιαου Iaou |
Vocalização helenística posterior | ~150–250 EC | Vocalização grega tardia do Tetragrama, citada por Clemente de Alexandria em sua obra “Stromata”. Essa grafia representa uma adaptação fonética posterior, na qual a sequência grega “ômicron”+”upsilon” (ου) possui o valor fonético /uː/ no grego. |
| Ιαβέ Iabé |
Distorção na antiguidade tardia |
~300–450 EC | Transliteração imprecisa e deturpada do Tetragrama Sagrado, registrada por Epifânio de Salamina e Teodoreto de Ciro. Surge em círculos helenísticos tardios, em textos esotéricos e posteriormente em latim, distorcendo a vocalização original. |
| יְהוָה יֱהוִה |
Tetragrama com diferentes sinais massoréticos |
~500 EC em diante |
Escrita hebraica quadrática com acréscimos massoréticos que indicam a leitura dos títulos “Adonai” e “Elohim”, não a vocalização do Nome. Esses sinais ocultaram a pronúncia original e aparecem nos Códices de Alepo e de Leningrado. |
| Iehowah Iehova Jehovah Jeová |
Leitura cristã do Tetragrama com sinais massoréticos |
~1270 EC em diante |
Pronúncia híbrida criada em contexto cristão a partir da leitura do Tetragrama com as vogais massoréticas, derivadas de “Adonai” e “Elohim”. Surgiu no período medieval tardio, sendo uma forma artificial e distante da pronúncia correta e original. |
| YHWH YHVH JHWH JHVH |
Transliterações diretas das consoantes hebraicas |
~1600 EC em diante |
Surgem quando eruditos cristãos europeus transliteram o Tetragrama apenas com as consoantes, sem representar as consoantes vocálicas hebraicas. A omissão impossibilitou a leitura e com o uso das letras “J” e “V”, distorceu ainda mais. |
| Yawe Yahuweh Iahweh Yahweh |
Invenção acadêmica do Tetragrama |
~1800 EC em diante |
Reconstrução artificial tardia, baseada nas vocalizações massoréticas, posta pelo teólogo alemão Wilhelm Gesenius. Essa forma acabou se difundindo em contextos teológicos e influenciando diversas traduções bíblicas, embora hipotética. |
| Yahvé Jahvè Iavé Javé |
Invenção acadêmica latina posterior |
~1800 EC em diante |
Surgem após a reconstrução acadêmica “Yahweh”, como adaptações linguísticas latinas, especialmente em francês, espanhol, italiano e português. São usadas em traduções bíblicas, meios teológicos, em áreas acadêmicas e católicas. |
| Yau Yaw Iau Iaw |
Pesquisas conduzidas por historiadores renomados |
~1800–1900 EC | Pesquisadores e historiadores linguísticos, como Stephen Herbert Langdon, Édouard Naville, Friedrich Delitzsch, Fritz Hommel e Samuel R. Driver, destacam que o núcleo do Nome Sagrado já aparecia em nomes próprios semíticos arcaicos. |
| Yahu Yahuah Yeho Yahuwah Ya’ho Yaorrou |
Tentativas mal‑sucedidas de recuperar a pronúncia do Tetragrama |
~1900 EC em diante |
Alguns grupos modernos, ao tentar reconstruir a pronúncia original, adotam formas como “Yauá” (יהוא), equivocadamente associada ao nome Jeú e na transliteração invertida das duas últimas letras do nome “Yahu” (יההו). Todas essas tentativas carecem de fundamentação histórica, não refletem a fonética semítica antiga e não possuem comprovação arqueológica. |
| YAUH YAU IAUH IAU |
Povo de YAUH (Restauração do Nome Sagrado) |
~2000 EC em diante |
A pronúncia original do Tetragrama volta a ser vocalizada por diversos crentes nos últimos dias, que buscam pronunciar e invocar a forma semítica do Nome Divino. Esse povo resgata a raiz profundamente antiga do Nome Sagrado YAUH יהוה. |